Cruzeiro e a estréia na Copa Libertadores

Libertadores é um campeonado sensacional, incrível. Sempre o time adversário é favorecido pelo apito amigo, sempre seu time dá um apagão e passa um cagão do caralho. Amigos São Paulinos, Gremistas e Santistas sabem bem o que é isso.

Com relação ao time do ano passado, já ficou claro que não estamos melhores, os atletas não são de maior expressão ou qualidade. E também acho que vamos ter que conviver com os dois lados de ter um técnico que foi zagueiro. O lado bom: O time marca bem, cobre os espaços e demonstra vontade. O lado ruim, o sujeito subitamente resolve jogar na retranca.

O lado bom no jogo contra o Cerro ficou claro até a substituição de Wágner por Fernandinho. Até ali, o time estava correndo, Wágner matando a pau com jogadas rápidas e uma boa distribuição de jogo com Jadilson aparecendo bem pela lateral. E com dois gols de vantagens e com um bom volume de jogo, o lado ruim resolveu atacar e Adílson Batista resolve segurar o placar.

Chuva, campo pesado. Lado físico começa a pesar e assim o time já não marca tão bem. Kerlon, cagado de urubu que é, destroça o outro joelho e Marcinho sem ritmo não se apresenta bem. Moreno sente cãimbras.

Sorte nossa contar com a sorte de a inspiração da noite não ter ficado restrita ao Wágner. Ramires foi o destaque do jogo, já que marcou dois gols, fora um incorretamente anulado. Moreno apesar de ter perdido um gol feito, demonstrou raça ao permancer em campo, e ainda teve a sorte de Marcinho perder o mesmo gol que ele, de maneira ainda mais bizarra, ninguém vai se lembrar de seu erro.

Ainda temos que fazer o segundo jogo de volta. Mas se o time demonstrar vontade como fez no jogo de abertura do Mineiro e agora com esse primeiro jogo da Pré-Libertadores, dá até pra acreditar em um ano melhor que foi o ano passado.