Chevrolet Volt está morto

O Chevrolet Volt está morto, desde o último dia 15 de fevereiro. A morte ocorre depois que a GM anunciou uma ampla reestruturação em novembro passado. A montadora desativará a fábrica de Hamtramck em Detroit, e mais duas instalações de transmissões nos EUA. Os cortes também afetam o Canadá, que fecha a fábrica de Oshawa até o final deste ano.

O Volt foi a tentativa da GM de começar a se reinventar depois de declarar falência. Mostrado como conceito em 2007, o Volt entrou em produção como um dos primeiros híbridos plug-in de mercado de massa. A segunda geração do modelo chegou em 2016 e tem sido adorado por um grupo leal de proprietários por anos. De fato, os donos de Volt são alguns dos proprietários Chevrolet mais satisfeitos até hoje.

A GM aponta para as mudanças no mercado como uma das principais razões para a morte do Volt. O presidente da GM, Mark Reuss, comentou em janeiro que os híbridos plug-in não fazem mais sentido, já que a montadora tem como meta a meta de carros totalmente elétricos, como o Chevrolet Bolt que, inclusive, será ofertado no Brasil.

Novos tempos, não só nos Estados Unidos

A GM busca se adequar aos novos tempos ajustando suas estratégias em todo o mundo. Foi assim na Europa com a venda da Opel, com o alinhamento de produtos destinados aos países emergentes como China e Brasil, e também na América do Norte. É uma situação pela qual todo fabricante, principalmente os mais tradicionais, estão enfrentando.

A busca de parcerias para redução de custos, envolvendo o compartilhamento de plataformas e motores é uma realidade. Também há uma notória preocupação com a ameaça vinda de veículos compartilhados, elétricos e autônomos. O mercado do automóvel está mudando, sendo necessário que as marcas se adequem, sob o risco de serem engolidas por empresas nascidas no novo milênio.