Em breve, Golf será carro de nicho

Sorrateiramente a Volkwagen retirou as versões 1,4 e 1 litro do Golf de linha. De acordo com o site Autos Segredos, além da versão GTI ter sido mantida, a versão GTE do hatchback será ofertada no Brasil importada. A versão de 1 litro continua sendo oferecida pelo fabricante em razão de estoques existentes na rede de concessionários – uma boa hora de barganhar descontos!

Para quem não sabe, o Golf GTI é o topo da linha no Brasil, sendo equipado com um baita motor de 2 litros turboalimentado que confere ao hatch o título de um dos automóveis mais desejados entre os brasileiros que gostam de automóvel.

A versão GTE por sua vez, é uma opção de configuração híbrida, isto é, possui propulsão composta por um arranjo entre motor à combustão e elétrico, conferindo uma eficiência notável sem abrir mão da autonomia, que ainda é um problema dos elétricos, testes na Europa indicam autonomia de até 880 km!

Embora seja voltado para a eficiência energética, o motor que trabalha em conjunto a tecnologia elétrica do Golf GTE é o mesmo motor 1,4 litro que equipa a versão TSi do modelo, os números de desempenho são excelente, ultrapassa os 200 km/h e acelera de 0-100km/h em 7,6 segundos.

A eficiência fica evidenciada pelos números de consumo. Em condições ideais o GTE é capaz de rodar até 66 km com um litro de gasolina. Rodando apenas com a propulsão elétrica a autonomia gira na casa de 50 quilômetros, que deve ser suficiente para grande parte das pessoas irem e voltar do trabalho em ciclo urbano.

O preço ainda é uma incógnita, porém, como qualquer automóvel com tecnologias similares e somado a isso a clara estratégia do fabricante em alçar o produto à um público endinheirado, deve dividir a carteira com os mesmos compradores do GTI, ou seja, nada menos que R$ 150.000,00.

A estratégia é voltada para o terceiro mundo

Embora a Volkswagen ainda não tenha apresentado modelos exclusivos para “países emergentes”, considerando que o veterano Gol esteja fora dessa contagem, a estratégia do fabricante em distanciar o Golf na linha é claramente em razão de os automóveis realmente bons serem caros demais para o Brasil.

Com o lançamento de Polo e seu sedã derivado, o Virtus, o fabricante alemão concentra-se na produção desses automóveis em uma maior gama de versões e equipamentos, deixando os veículos mais caros com um status superior, digamos, premium, que é o termo da moda.

Dessa maneira, qualquer automóvel realmente empolgante, como é o Golf GTI, atualmente ultrapassa a cada de R$ 150.000,00. É lamentável, mas é sem dúvida a realidade do nosso mercado: Carros inferiores caros, carros notáveis mais caros ainda.