As bravatas de Bolsonaro

O Presidente Bolsonaro é um sujeito que, como já ouvi dizer várias vezes, parece ser “o tio do pavê”. Em recente episódio em Brasília, o ocupante do cargo máximo do Brasil respondeu assim um repórter ao ser perguntado sobre valores depositados por Fabrício Queiróz na conta da primeira dama, Michelle Bolsonaro:

“vontade de encher tua boca com uma porrada, tá? Seu safado”

Jair Messias Bolsonaro

Ninguém precisa gostar ou desgostar do governo ou da figura do presidente para chegar a conclusão que a resposta, ou melhor, a ameaça, é absolutamente desnecessária e em total desacordo com o que se espera de alguém que ocupa a presidência de um país.

A diferença de Jair Bolsonaro para “o tio do pavê” de todas as famílias, é que essa figura presente em cada natal e festividade é boa praça, tira sarro de si próprio sendo capaz de envolver à todos com seu (quase) bom humor. Ao contrário do presidente, que cercado de seguranças sai por aí agredindo verbalmente pessoas que o fazem perguntas de suspeitas sobre seu governo ou sobre o comportamento daqueles que integram sua família.

Depois de se afastar do contato com a imprensa durante alguns dias, e contraditoriamente ser elogiado por isso, o que reforça a falta de traquejo com questionamentos da imprensa, o episódio de agora serviu para demonstrar que Bolsonaro não fez, por exemplo, algum tipo de treinamento para lidar melhor com este tipo de situação.

Das duas, uma: Ou temos um Presidente que realmente precisa permanecer calado por sua incapacidade de se comunicar distante da sua própria indulgência de ser perseguido, ou temos que confiar que os repórteres continuem fazendo o seu trabalho, que é buscar elucidar informações de suspeita.

As correntes de ameaça ao STF no Whatsapp

Quase como de maneira orquestrada, sempre que algum sopro de suspeita sobre os Bolsonaro inflama as redes sociais, da mesma forma surgem correntes de mensagens no Whatsapp demonizando o judiciário, tendo o STF como alvo mais frequente. É fundamental que as pessoas não saiam por aí distribuindo este tipo de mensagem sem, pelo menos, façam uma consulta a cada informação em meios de comunicação diferentes.

É notório que as decisões da justiça muitas vezes nos desagradam, porém, existem leis que devem sempre fundamentar decisões judiciais. Se alguma decisão desagrada a sociedade, quem cria as Leis deve ser pressionado por mudanças, e não cair no arriscado mote de sujar o nome da Justiça ou do STF. Muito cuidado com isso.