Mecânico de confiança – eu não tenho há anos

Há tempos realizo eu mesmo as manutenções em meus automóveis, e a razão é muito simples: a dificuldade de encontrar um mecânico que execute as manutenções da forma que os manuais de boas práticas indicam.

Mas não é apenas esse o motivo. Embora a mão de obra de mecânicos no Brasil ser algo absolutamente sub-valorizado, e talvez por esta razão, os profissionais da área acabaram por desenvolver mecanismos de melhorar seus ganhos com práticas que eu considero abusivas:

  • Comissão sobre venda de peças
  • Comissão sobre oferta de serviços
  • Cobrança de insumos, como descarbonizantes com preços elevados

Aconteceu em Guaíba, mas é rotina no Brasil

Um amigo de Guaíba-RS teve um recente problema que reforça esta situação. O automóvel do pai foi encaminhado a uma oficina da cidade para verificação de alguns itens de rotina e para avaliação de um problema que poderia ser mais sério: a luz-espia da pressão do óleo acendeu no painel.

Veículo confiado à oficina, alguns itens trocados e uma informação de que o automóvel poderia ser usado, e caso a luz de pressão do óleo novamente acendesse, que o carro deveria ser novamente encaminhado aos cuidados da oficina.

Mas qual o problema? Lubrificação é um item vital na durabilidade e confiabilidade de um motor, portanto, qualquer situação que indique anormalidade no sistema deve ser avaliada com o maior critério e cuidado. Uma verificação da pressão de óleo em todas as fases de temperatura, aferição da efetividade da bomba de óleo e todo o sistema de aspiração de óleo do cárter e avaliar a presença de borras é o básico a ser feito nessa situação.

As responsabilidades (ou falta de)

O automóvel ao deixar a oficina, em uso rotineiro e após alguns quilômetros depois voltou a acender a luz de pressão de óleo. Infelizmente, o proprietário do automóvel, que não é o meu amigo em questão, ignorou o alerta e continuou o uso do automóvel até retornar à sua residência.

No caso seria possível identificar como irresponsáveis as duas ações: Do mecânico que liberou o automóvel para uso sem uma verificação aprofundada da situação e, também, do proprietário que ignorou o alerta no painel do veículo.